Quem és tu, noite? Ou seja, o que pretendes ser?
Quem pensas que és? Uma rainha? Ou o quê?
Depois de uma jornada iluminada
chegas com a pretensão de abolir a luz com a tua escuridão,
mas não fazes outra coisa além de criar medo e angustia.
Tu escondes a luz do sol,
mas és incapaz de esconder a luz das estrelas.
Elas são tantas, não é?
Mas tu, noite, tu és pretenciosa,
invades a luz do dia com a tua sombra
e incapaz de vencer as estrelas
pretendes invadir o meu coração, a minha mente, a minha vida...
Lutas com a luz que habita em mim,
queres destruir a luz que conquistou minha alma.
Me perturbas, me assombras,
mais uma vez despertas medo e angustia.
Noite, é somente isso que sabes fazer?
Será que não percebes que a tua presença, ó noite, é priva de conteúdo?
A tua pretensão de dominio não passa de uma ilusão.
É a luz o meu ponto de referência!
Quando adentro em ti, ó noite, é a luz que procuro,
é ela, ó noite, é a luz o conteùdo que preenche o meu coração.
Quando pronuncio o teu nome, è nela que penso.
Ó noite, é hora de depor as armas
fostes vencida pela luz das estrelas,
Serás vencida pela luz que guia a minha vida.
Basta de insistir!
Na minha vida, no meu mundo não há espaço para ti.
É a Luz o conteúdo do meu pensamento.
É a Luz o objeto da minha paixão.
É a Luz a razão da minha existência.
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